IA y Educación

PISA alerta: IA atrapalha o aprendizado. Veja como usá-la a seu favor

PISA 2025 aponta que o uso diário de IA no aprendizado derruba notas: 28 pontos a menos em ciências. Veja os dados do Brasil e o que muda para o ENEM.

StudyVerso Editorial 6 min read
PISA alerta: IA atrapalha o aprendizado. Veja como usá-la a seu favor


A OCDE divulgou em 8 de setembro de 2026 os resultados do PISA 2025, aplicado a estudantes de 15 anos em 91 países. O desempenho médio em leitura e matemática caiu ao nível mais baixo da série histórica do exame, segundo o relatório oficial. E o estudo traz um dado inédito: alunos que usam chatbots de IA todos os dias nas tarefas escolares pontuaram 28 pontos a menos em ciências do que colegas que quase não usam. É a primeira vez que a prova mede, em escala global, o efeito da IA no aprendizado.

Para quem prepara ENEM, vestibular ou concursos com ajuda de chatbots, o alerta chega em um momento decisivo. O mesmo relatório mostra que o problema não está na ferramenta, e sim no modo de uso. Entre usuários frequentes, quem aprendeu a checar a qualidade das respostas da IA teve desempenho superior a quem não recebeu orientação. A fronteira entre atalho e apoio passou a ser mensurável.

📊 Claves rápidas

  • O PISA 2025 foi aplicado a estudantes de 15 anos em 91 países e divulgado pela OCDE em 8 de setembro de 2026.
  • Estudantes que usam chatbots de IA diariamente nas tarefas pontuaram 28 pontos a menos em ciências, segundo a OCDE (2026).
  • A proporção de leitores superficiais quase dobrou no mundo entre 2018 e 2025, aponta o relatório.
  • No Brasil, apenas 28% dos alunos atingiram o nível básico em matemática, contra 65% na média da OCDE.

O que o PISA 2025 revelou sobre a IA no aprendizado

Segundo a OCDE (2026), estudantes que usam chatbots de IA todos os dias em tarefas escolares pontuaram 28 pontos a menos em ciências no PISA 2025 do que os que raramente recorrem a eles. No mesmo ciclo, as médias de leitura e matemática dos países da OCDE atingiram o menor patamar já registrado pelo exame.

A queda não se explica só pela pandemia. O relatório identifica erosão justamente nas habilidades que a era da IA mais exige: distinguir fato de opinião, navegar pela ambiguidade e avaliar informação com senso crítico. A proporção de leitores superficiais — que passam os olhos pelo texto e saltam para conclusões erradas — quase dobrou no mundo entre 2018 e 2025.

Andreas Schleicher, criador do PISA, afirmou à Euronews que a IA está «esvaziando» capacidades dos jovens quando substitui o esforço cognitivo em vez de apoiá-lo.

«A inteligência artificial deve ser um andaime, não uma muleta.»

— Andreas Schleicher, diretor de Educação e Competências da OCDE, à Euronews (setembro de 2026)

Brasil fica abaixo da média da OCDE nas três áreas

O Brasil marcou 408 pontos em leitura, 377 em matemática e 409 em ciências no PISA 2025, segundo a OCDE (2026). Em matemática, apenas 28% dos estudantes brasileiros alcançaram o nível 2, considerado o piso de proficiência, contra 65% na média dos países da organização.

Os números representam oscilações discretas frente a 2022. Ciências subiu seis pontos e superou o patamar pré-pandemia. Leitura e matemática ficaram praticamente estáveis, enquanto a média da OCDE despencava. Na prática, o país encurtou distância sem melhorar em termos absolutos.

ÁreaBrasil (PISA 2025)Média OCDE (PISA 2025)Brasil em 2022
Leitura408466410
Matemática377469379
Ciências409486403

O ciclo 2025 também é o primeiro aplicado após a Lei 15.100, que restringiu o uso de celulares nas escolas brasileiras a partir de janeiro de 2025. Ainda é cedo para medir o efeito da norma nas notas, mas ela dialoga diretamente com o diagnóstico da OCDE sobre distração digital.

Uso orientado da IA separa quem ganha de quem perde

Entre os usuários frequentes de IA, o PISA 2025 identificou desempenho superior nos alunos que foram ensinados a avaliar a qualidade da informação gerada pelos chatbots, segundo a OCDE (2026). O dado confirma o padrão do PISA 2022, quando o uso moderado de telas para estudo esteve associado a notas mais altas.

O ciclo anterior já havia dimensionado o custo da distração. Segundo a OCDE (2023), 65% dos estudantes relataram se distrair com dispositivos digitais em pelo menos parte das aulas de matemática. Quem se distraía na maioria das aulas pontuou 15 pontos a menos — o equivalente a três quartos de um ano letivo.

A distinção central do novo relatório é entre delegar e verificar. Pedir ao chatbot que resolva a questão elimina o esforço que consolida a memória. Usá-lo para explicar um erro, gerar questões novas ou confrontar fontes exige raciocínio ativo — o mesmo princípio que orienta o uso do ChatGPT para estudar sem terceirizar o raciocínio. Aplicativos de estudo com IA, do Khanmigo a startups espanholas como Modo Cheto, passaram a incorporar modos de prática que exigem resposta do aluno antes de mostrar a solução.

A OCDE e a Comissão Europeia publicaram em 2025 um marco de letramento em IA para orientar redes de ensino nessa transição. O documento trata a verificação de informação gerada por máquinas como competência básica, no mesmo nível da leitura.

O que muda para ENEM, vestibular e concursos

Para candidatos ao ENEM, ao vestibular e a concursos, os dados da OCDE (2026) indicam que delegar tarefas inteiras à IA reduz retenção e leitura crítica — exatamente as competências que essas provas medem. O uso com verificação ativa das respostas, ao contrário, esteve associado a desempenho melhor entre usuários frequentes.

O ENEM é um caso sensível. A prova cobra interpretação de textos longos em todas as áreas, e a redação exige repertório e argumentação próprios. Um leitor superficial, perfil que quase dobrou desde 2018, tende a errar justamente as questões de maior peso na Teoria de Resposta ao Item.

O padrão identificado pelo PISA sugere um uso específico para quem estuda por conta própria. As ferramentas de IA aplicadas ao ENEM rendem mais quando geram simulados, explicam erros passo a passo e apontam lacunas — e rendem menos quando entregam a resposta pronta. Em concursos, onde a memorização de conteúdo denso ainda domina, o risco de terceirizar a leitura da lei seca segue o mesmo raciocínio.

Para as redes de ensino, a lição é institucional. Proibir a IA no aprendizado não protegeu os países que lideram o ranking; ensiná-la com método, sim. Singapura e Estônia, entre os melhores desempenhos, integraram o letramento digital ao currículo em vez de apostar apenas no veto.

Arturo P.L. — Arturo P.L. cobre inteligência artificial aplicada à educação na StudyVerso. Engenheiro, ex-consultor e cofundador de uma startup de EdTech. Analisa lançamentos de modelos, políticas universitárias e a adoção real de IA em salas de aula na Espanha e na América Latina.

A OCDE já definiu que o ciclo de 2029 medirá letramento em mídia e inteligência artificial como domínio próprio. Até lá, a pergunta que o PISA 2025 deixa aberta não é se os estudantes vão usar IA — 91 países mostram que já usam —, mas quem vai ensiná-los a usá-la: a escola, com método, ou o algoritmo, sem nenhum.

Notas de verificación (fuera del HTML): los datos están contrastados hoy — resultados PISA 2025 publicados por la OCDE el 08/09/2026 ([nota de prensa OCDE](https://www.oecd.org/en/about/news/press-releases/2026/09/pisa-2025-students-reading-and-mathematics-performance-declined-sharply-across-the-oecd.html), [blog OCDE sobre IA y lectura](https://www.oecd.org/en/blogs/2026/09/pisa-findings-on-artificial-intelligence-use-reading-skills-and-learning.html)); los −28 puntos en ciencias por uso diario de IA y la cita de Schleicher salen de [Euronews, 10/09/2026](https://www.euronews.com/my-europe/2026/09/10/youth-losing-critical-skills-and-ai-hollowing-out-capabilities-pisa-founder-says); las cifras de Brasil (408/377/409, 28% en nivel 2 de matemáticas) de la cobertura brasileña ([Quero Bolsa](https://querobolsa.com.br/revista/resultado-pisa-2025-brasil), [Revista Fórum](https://revistaforum.com.br/brasil/pisa-jovens-abaixo-matematica)); el dato de distracción (65%, −15 puntos) es de PISA 2022 (OCDE, 2023). Los enlaces internos usan slugs plausibles de StudyVerso — verifica que existan antes de publicar.

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